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Gessica: plural, multifacetada e que faz acontecer

Fotos: Tiago Petrik
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Texto: RIOetc

A Gessica Justino é mais uma personagem da série FIEVER City Diver Talks e tem o corpo e a dança como ponto de partida pra diversos projetos e estudos em sua vida, principalmente sobre comportamento social. Bacharelanda em dança, ela trabalha como gerente de projetos, diretora de produção e analista cultural. “A partir do entendimento de que as pessoas se justificam no seu comportamento, do modo de se vestir à preferência de comida, do evento preferido ao bairro de locação, acredito que tudo funciona melhor quando se está em rede. O que me inspira é gente! Nada vale a pena se não começar por pessoas, pelas suas necessidades. Gente plural, multifacetada, que constrói e faz acontecer”, conta Gessica.

As fotos para a série foram feitas na Mangueira, bairro da Zona Norte do Rio onde a Gessica mora e por onde circula. Mais ainda depois do seu projeto xodó, o Barbeiragem, que revela as barbearias de favela como espaços de terapia. “Temos hoje uma instalação de uma barbearia itinerante que pretende circular por cidades, festivais e centros urbanos levando o DNA desses locais através dos serviços de beleza a todos os gêneros e idades. E a pessoa escolhe o quanto quer pagar por esses serviços”, explica.

Por sua história, vivência e trabalho, a Gessica é daquelas nômades urbanas, que circulam por diferentes meios e ambientes. “Viajei por diversos países conhecendo gente, analisando e vivenciando culturas e as coisas mais simples que se possa imaginar. Fui para França, Suíça, Argentina, México, Itália, Finlândia, Inglaterra, Alemanha e também uns cantos do Brasil. Ultrapasso fronteiras e superacredito que, mais do que se misturar, as pessoas precisam se observar, conhecer e conectar.” E, claro, é na rua que se dão esses encontros: “a rua é o lugar onde estão pessoas. Ponto do encontro e desencontro. Lugar onde tudo é possível, das melhores às piores coisas. Digamos que eu e a rua temos uma relação de sobrevivência”.

E se o estilo dela é comandado pela sua rotina criativa e urbana? “O que visto não é o protagonista. Na real esses elementos me fazem ser protagonista da minha própria rotina e são facilitadores do meu corre”, conta a bailarina multifacetada que não tira o tênis do pé.

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