Ir para conteúdo

Preta de quebrada

Fotos: Wendy Andrade
|
Texto: RIOetc

@aik.47

MC, rapper, escritora, poetisa e militante. É assim que a Aika Cortez se define. A artista de São Gonçalo de 23 anos, que já vive no mundo do rap há 6, é figurinha certa nos jogos da copa em São Cristóvão. Apesar de não ser a maior fã de futebol e quase nunca assistir a um jogo do Vasco, time do qual torcia quando era pequena, ela encontrou motivação para ver as partidas por causa da “catarse coletiva” que se forma e das famosas festas no after como a Batekoo, Baile do Totonete e Heavy Baile.

Já sobre o machismo entre os colegas rappers, ela afirma que ainda existe, assim como em outros setores da sociedade, mas enxerga com bons olhos os avanços que têm acontecido: “O mundo ele é machista, ele é patriarcal. O que acontece no rap acontece dentro da nossa casa, em outros segmentos musicais, em outros trabalhos que não são necessariamente musicais e no rap não seria diferente, já que está inserido nessa estrutura social, então é difícil. Por outro lado, eu acho que cada vez mais a gente vêm avançando com as nossas pautas, de mulher, de mulher preta, LGBT, e cada vez a gente tá ocupando e reivindicando esses espaços, como cypher femininas e quebrada queer”. 

Comentários