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O carnaval como fenômeno urbano

Fotos: Bel Corção
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Texto: RIOetc

Maria Beatriz Orban

“Eu faço Filosofia e História, gosto muito de cinema, literatura, tenho uma vida muito voltada pra isso. Acho que o carnaval é um momento de explicitação muito interessante do imaginário das pessoas e a fantasia é muito associada a isso. O grande interesse do carnaval é observar como ele se constitui como um fenômeno urbano, porque o espaço da cidade é sempre encarado na maior parte do ano como um meio pra acessar lugares privados, enquanto que no carnaval a rua assume uma natureza de finalidade em si mesmo, ou seja, as pessoas vão pra rua pra estar na rua. E é um momento de total histeria social, de euforia em que as pessoas acabam estabelecendo um estado psicológico de abertura a diversos acontecimentos, a momentos coletivos. É um ambiente de fraternidade que me interessa muito e eu assumo essa postura contemplativa. Obviamente que eu participo, mas pra mim supera infinitamente mais essa perspectiva da coisa contemplativa enquanto fenômeno urbano, como ele se reformula e assume uma faceta fantástica.”

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