Ir para conteúdo

Joyce Pineiro

Fotos: Wendy Andrade
|
Texto: RIOetc

@joycepineiro

“Hoje os movimentos raciais e exemplos dentro da sociedade têm tornado a sociedade negra tão forte e destemida contra o mundo que acredito que ainda há esperança. Eu particularmente sempre soube reagir fortemente com críticas e “elogios” racistas sobre quem eu sou e as coisas que eu faço no meu dia a dia. Eu trabalho em uma loja onde atendo pessoas de classe média e alta, sempre atendo todos com muito amor e carinho, sem nenhuma diferença a mais ou a menos. E aí quando pego intimidade com uma cliente, conto minha história de vida, que sou uma menina criada e nascida dentro de uma comunidade. Sou uma sonhadora curiosa, que descobri um amor pela fotografia , e hoje faço parte de um projeto que conta sobre o cotidiano de quem mora dentro da favela. Conto também que atualmente moro sozinha em uma comunidade do Rio . Depois que acabo de contar isso tudo, vêm as perguntas: você mora com seu marido? Você mora em uma favela? É muito perigoso você chegar tarde em casa, ou sair por lá? Mas você fala e se veste tão bem… nunca imaginaria! Eu explico pra todos que trabalho pra não depender de homem para conseguir as coisas que eu quero. Que o fato de me vestir como me visto não vem da favela ou do asfalto, que me visto da maneira que me sinto bem e confortável. E o meu projeto (@favelagrafia) conta um pouco sobre o cotidiano das pessoas que moram dentro da comunidades, que tentamos mostrar o que a mídia não mostra, falamos sobre o lado forte e resistente, o lado trabalhador que luta todos os dias, vencendo as diferenças e preconceitos.  Acredito que ajudo uma grande parte delas, encorajando-as a viver sem medo de ser quem elas quiserem ser dentro ou fora da favela.”
#sobreserpreto

Comentários