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Herdeira de roupas e histórias

Fotos: Tiago Petrik
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Texto: RIOetc

@ninajuice

“Recentemente, li um report de tendências que dizia que o mercado de roupas usadas cresceu 82% nos últimos três anos. E na próxima década, esse tipo de consumo alcançará os 25 bilhões de dólares. Não por acaso, eu tenho sentido cada vez mais vontade de adquirir minhas peças em brechós e feiras de antiguidade. É um sentimento geral, que também vejo muitas pessoas ao meu redor terem. A camisa de bolas, por exemplo, eu comprei na feira da Praça XV. Os brincos, na feira de antiguidades da Gávea. O pareô dos anos 70, eu herdei da minha mãe.
A produção massificada da indústria da Moda faz com que as pessoas percam sua originalidade. Acho que por isso, muita gente tem recorrido ao vintage, fora que o custo é mais baixo e tem também a questão da consciência ecológica, do reaproveitar, do não-descarte. Isso sem contar as histórias que se escondem por trás das roupas (esse pareô da minha mãe tem muita história pra contar, viu?!) O mais engraçado disso tudo, é que a Moda (in)conscientemente, vem bebendo dessa estética vintage, com coleções híbridas, que pescam diversas referências de décadas passadas e misturam tudo. Essa última temporada foi a prova viva disso. A gente apresentou dois macrotemas que tratam do assunto, o Escandalooo! e o Hi-Bridx. ;)”

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