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3 livros de autoras negras

Fotos: Bel Corção
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Texto: RIOetc

A gente já falou da Paula Rosa por aqui. Dessa vez, nosso encontro foi na Fábrica da Bhering e ela tava cheia de novidades. Contou sobre a sua monografia, cujo tema – e título – foi “O empoderamento de mulheres negras através da internet: #Youtubenegro como forma de ativismo”. Depois de MUITO ler sobre o assunto, comprou 3 livros na última Bienal do livro: os três de autores negras e que, segundo a ela, são essenciais e todos devem conhecer:

– “O ódio que você semeia, da Angie Thomas. É um livro novo, saiu em fevereiro deste ano e vai até virar filme em breve. É maravilhoso, arrebatador. Comprei meio despretensiosa pois tinha visto a sinopse e a capa é linda. A história é surreal! Fala sobre uma menina negra que mora no subúrbio dos EUA, mas estuda em uma escola particular de brancos.

– Esse Cabelo, da Djaimila Pereira, angolana que mora em Portugal. Ele é ficcional, mas baseado na vida da autora. A personagem principal tenta recuperar suas memórias através do cabelo como elo central. Desde as lembranças da infância de pessoas zoando seu cabelo crespo, dos alisamentos nos salões e dos comentários na rua até o momento em que ela se dá conta de que o cabelo não pode ser algo indiferente, que ele é mais do que aparência e uma forma de luta.

– Meio Sol Amarelo: por último, mas totalmente importante, eu indicaria a maravilhosa incrível Chimamanda. Acho que, hoje em dia, não tem como falar de literatura africana sem lembrar dela, nigeriana que morou nos EUA e tem tido uma notoriedade imensa e merecida. Esse é um dos primeiros romances dela, e é arrebatador. Muito envolvente, a história se passa na guerra de secessão da Nigéria, quando Biafra, o sudeste da Nigéria, tentou virar independente. É a história de duas irmãs gêmeas da elite nigeriana e como a vida delas se separa e fica antes e durante a guerra. Assim, a história é linda e dá uma perspectiva muito maior do que de fato é viver em guerra, de como é a vida naquela parte da Nigéria antes e depois da guerra, as semelhanças e diferenças com a nossa realidade, os diversos dialetos, costumes, comida…”, finaliza Paula.

E ai, deu vontade de sair correndo pra uma livraria, né?

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