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Na cabeceira: Rebeldes têm asas

Fotos: Tiago Petrik
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Texto: Tiago Petrik

Não se assuste com as mais de 400 páginas: talvez por causa das asas rebeldes, elas passam voando. O livro de Rony Meisler (escrito com o jornalista Sergio Pugliese) sobre a história da Reserva vai certamente te agradar. Você escolhe aqui o motivo:

Se gosta de historias de jovens empreendedores, vai querer saber como moleques de 20 e poucos criaram uma marca de sucesso a partir de um insight banal em mais um dia de malhação na academia, indo de zero a R$ 350 milhões de lucro em dez anos.

Aliás, se você pretende um dia ter uma marca de moda, precisa ler o livro, para entender como, a partir de uma única peça, que começou vendida entre amigos, essa marca chegou a 1400 lojas multimarcas e 65 lojas próprias.

Como se vê pelos números superlativos, este também é um livro para quem gosta de economia/administração – embora nem de longe tenha sido escrito para este público; mas você vai tirar lições de como enfrentar crises locais e globais com gestos aparentemente simples. A Reserva jamais soube o que é operar no vermelho.

Se você gosta de moda, claro que este também é um livro para você – por mais que a Reserva se considere uma empresa de comunicação. Por isso, a dica se estende aos profissionais e estudantes desta área: poucas marcas conseguem se relacionar com seu público de forma tão direta. Aí incluído o público interno, a “família Reserva”, com mais de mil membros atualmente.

Isso nos leva também a quem é comerciante em geral: a marca tem a filosofia de tratar seus clientes e funcionários como amigos, e aí talvez resida o grande motivo de seu sucesso – mesmo quando você pensar naquele antigo chavão (falso, pelo menos no caso da Reserva) de que “homem não compra roupa”.

“Rebeldes têm asas” também é um livro para quem curte tecnologia da informação. Rony compartilha todas as sacadas geniais que a turma do TI da Reserva já teve para fazer dela uma “startup de Moda”, mais do que uma empresa varejista comum.

A leitura será útil também para quem defende a moda inclusiva, fora dos padrões tradicionais do mercado – e descobrir que o tamanho GGG já é responsável por uma significativa porcentagem de vendas.

Quem milita no #feitonobrasil vai comprovar que a Reserva talvez seja o melhor exemplo de como ele recompensa. A marca tem 95% de sua produção com matéria-prima local; só não atinge 100% porque para alguns itens, infelizmente, a indústria brasileira quebrou, e não a atende.

O livro também será inspirador para a galera engajada em projetos sociais, tema caríssimo para a Reserva; a marca está habituada a fazer limonadas saborosíssimas a partir de limões muito amargos.

Por fim, se você é um hater, vai odiar o sucesso alheio, e isso talvez te faça feliz.

Enfim, um livro para todos.

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