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Muito Prazer, MUFA

Fotos: Tiago Petrik
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Texto: RIOetc

@mufabrand

O que surgiu como uma “brincadeira de moleque”, hoje é a MUFA, marca carioca e independente de surfwear masculina. O Rick, lá em 2010, morava em Las Vegas e silkava camisetas pra vender na academia de Jiu-jítsu do pai. O dinheiro da venda era usado pra pagar as inscrições dele e dos amigos atletas em campeonatos. Mas a brincadeira ficou séria quando ele percebeu, toda vez que vinha ao Brasil, que os amigos queriam cada vez mais as peças. “Eu sempre percebi uma carência de marcas maneiras independentes e nacionais. A gente sempre usou muita marca gringa e percebi essa oportunidade de fazer algo maneiro, exclusivo e com preço acessível”, conta. “Eu queria um produto que a pessoa pudesse usar pra sair, andar de skate, surfar, que trouxesse esse lifestyle.” Depois da primeira produção, ele havia decidido parar, mas as últimas férias por aqui mudaram tudo! “Eu era mecânico em Las Vegas, estava morando lá por causa do meu pai, então na hora de embarcar de volta, fazendo o check-in, eu dei meia volta e fiquei. Sempre tive o feeling de que ia dar certo.” E deu!

A dificuldade com a parte financeira e administrativa foi logo resolvida com a entrada do Alan, em 2013. “Ainda tinha mais um sócio que saiu e eu fiquei até 2016 morando fora e tocando a marca dos EUA”, explica Alan. Em 2016, ele voltou e então a marca deu a guinada que estava sendo ensaiada desde 2015 quando as vendas dobraram. “A gente abriu a loja no Fashion Mall e reformamos o site esse ano. Hoje em dia temos um assistente de estilo, uma pessoa do mercado.” Amanhã (19/12) eles entram aqui na loja e ficam até domingo (24/12), com peças da coleção nova, onde cada estampa tem uma história diferente da viagem à Chapada dos Veadeiros. Pra conhecer, só passar aqui que nossa equipe conta!

“Temos abordado o tema de paraíso caótico, que tem muito a ver com o Rio e nas estampas estamos mesclando esses aspectos naturais com o urbano. Temos uma estampa, a “I sea chaos”, que traz elementos do fundo do mar e pneus, componentes urbanos. Essa estampa foi em parceria com o Instituto Mar Urbano que filmou por 15 anos o fundo do mar da Baía de Guanabara, Leblon e Ipanema pra mostrar o impacto da poluição e conscientizar as pessoas. Então 10% de todas as vendas dessas bermudas serão doadas para o Instituto”, conta Alan. Já a próxima coleção, que não demora a chegar, traz o conceito sexless, com camisetas em tamanho PP pra atender o público de meninas que pedem e curtem as roupas.

Ah! E acredite ou não: os dois são daltônicos. “Talvez muito por isso a gente faça mais peças em preto e branco.”

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