Ir para conteúdo

Muito Prazer, Kuba

Fotos: Bel Corção
|
Texto: RIOetc

@kubaaudio

Os leitores desse texto e amantes de música vão concordar que música é coisa séria. Principalmente quando falamos da qualidade do som. Foi com toda essa paixão e seriedade que o trio Leonardo Drummond, Duda Vieira e Dan Nigri criou o Kuba, primeiro fone brasileiro com padrão de qualidade internacional. E não é só isso: o fone tem um design diferenciado e é modular, ou seja, você consegue trocar qualquer um dos componentes dele. “A maioria dos fones no mercado, principalmente no mercado brasileiro, sofrem de obsolescência programada bizarra, então você tem um fone da Beats, por exemplo, e se a almofada der problema, pode jogar no lixo. É normal, a almofada esfarela depois de dois anos, mas você não tem o que fazer, não dá pra trocar o material. O cabo, por exemplo, você pode trocar, mas não tem pra vender aqui”, explica Leo. “Isso é bom tanto pra manutenção, se quebrar e desgastar, quanto pra personalização. Então podemos usar uma madeira diferente, uma peça com estampa ou detalhe em parceria com alguma marca”, complementa Dan.

Toda essa relação com a música começou, pelo menos pro Leo, quando ainda era criança. “Eu sempre fui muito apaixonado por musica e tive um ouvido chato, então sempre liguei pra qualidade do som desde que eu tinha uns 7/8 anos. Aos 18 eu comprei meu primeiro fone muito bom, uma coisa levou a outra e eu criei um site que testa os aparelhos, o Mind the Headphone.” Da criação do site, o Leo se uniu aos amigos de faculdade de Design de Produto, a Duda e o Dan, e, juntos a outro sócio mais ligado ao comercial da marca, desenvolveram o protótipo que você vê nas fotos. Todo esse processo começou em 2014 e, hoje, quem quiser garantir o fone na pré-venda, é só entrar aqui.

“Sempre que a gente precisa definir a marca em uma frase, a gente fala que é ‘resgatar o valor da música’. Então hoje nosso produtor é um fone, mas pode ser que a gente faça um serviço, um festival, enfim, sempre voltado pra música”, conta Dan. Por isso mesmo, eles pensam – e já recebem pedidos – de outros produtos, como uma caixa de som. Mas, como explica a Duda, “é aquilo: não queremos só uma caixa Bluetooth. A gente acredita que nesse primeiro produto, nós conseguimos trazer algo a mais, como as peças substituíveis, o controle de graves. A gente quer sempre trazer alguma coisa que faça sentido. Uma caixinha de som apenas você tem varias. Pra qualquer produto, procuramos pensar em algo mais”.

E pra quem ficou curioso sobre o nome: Kuba é uma palavra hebraica que significa “aquilo que substitui por ser melhor”. “Nós fizemos uma pesquisa pra entender o que é música pras pessoas, e, no final, percebemos que a essência era a mudança de estado. ‘Tô com preguiça e quero correr’, ou ‘tô muito agitado e quero dar uma tranquilizada’. Era sempre nesse sentido de troca de direção.”

Comentários