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Gamboa do futuro

Fotos:
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Texto: RIOetc

Fotos: Juliana Rocha

[Manu Porto]

Começou como Fibra Design, que depois virou MateriaBrasil, e algumas pequenas empresas incubadas. O espaço era grande e o escritório, que naquele momento se focava mais em pesquisas de materiais, mantinha uma oficina ociosa. Juntou a fome dos novos empreendedores Zerezes, Zebu e Terravixta que precisavam da estrutura, com a necessidade da empresa de origem e assim foi feita a conexão. Dessa estrutura as ideias evoluíram e hoje o casarão na Senador Pompeu, na região portuária, está se transformando em uma associação de empreendedores.

Uma Associação que transcende os negócios e está presente na maneira de viver o dia-a-dia, nas relações pessoais, de trabalho e até da propriedade do espaço. É como um condomínio de instituições, colaborativas e autônomas. Hoje, são mais ou menos 60 pessoas que trabalham no espaço, distribuídas nas empresas MateriaBrasil, Gitec, HUB RIO, Zerezes, Zebu, Terravixta, Ybá, InventaRio, Imagine, Hula, fora todos que circulam por ali e as que estão no processo de aproximação.

Cada nova empresa ou empreendedor que quer se juntar à Associação já entra vislumbrando como pode se conectar com as que já estão lá e se corresponsabilizam na gestão da casa. Essa é a diferença primordial para um espaço de coworking tradicional. O “co” é levado a fundo e os projetos são desenvolvidos através de processos cocriativos.

A forma como a identidade da associação foi concebida não fica de fora. Uma narrativa foi construída por todos os residentes da casa, através de reuniões, criação de moodboards analógicos, brainstorms e, claro, cervejas, para definir quem são, como devem ser as relações, os processos e até o zoneamento do espaço – que, depois de uma pesquisa, vai absorver as características culturais do bairro.

A novidade, em primeira mão, é que na segunda-feira a Associação divulga seu nome, fruto de todo esse processo, e também a expansão do espaço. No dia em que fomos visitar a casa, o clima era de comemoração já que eles tinham acabado de fechar o contrato dos dois sobrados ao lado. Todo o complexo vai se transformar em um espaço multidisciplinar, que vai oferecer cursos, oficina de prototipação rápida, estúdio de fotografia, salas de reuniões, hotdesks e um café aberto ao público que vai unir um espaço para exposições e uma lojinha onde serão vendidos os produtos das empresas que lá produzem.

Pra quem ainda não entendeu, a região portuária é o futuro.  A colaboração e a multidisciplinaridade é a nova maneira de produzir. Aproveitando, aí vai o texto que, depois de todo o processo desenvolvido pela galera, foi o resultado que resume e explica toda essa energia:

“A essência da cocriação e da colaboratividade permeia o desenvolvimento de produtos, serviços e estratégias sustentáveis, capazes de gerar e compartilhar, de forma orgânica, valor e impacto positivo para a sua rede de negócios, a comunidade onde estão inseridos e para a natureza. Somos um grande laboratório interdisciplinar, de gestão compartilhada, localizado na região portuária da cidade do Rio de Janeiro, fruto da coalisão e empreendedorismo de pessoas e empresas, motivadas pelo mesmo propósito: fomentar a economia criativa através de negócios sociais em rede.”

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