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Paginário: um livro aberto nas ruas do Rio

Fotos:
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Texto: RIOetc

[Bruna Velon]

Em tempos digitais, já não precisamos ler textos em livros. Muitos até deixaram de ler livros. Mas sempre tem gente com boas ideias para ir na contramão, e o Paginário é desses. Basta um muro na rua e fotocópias de páginas de obras literárias com alguns trechos grifados com iluminador. Então, os papeis são colados feito lambe-lambe para formar um enorme mural de fragmentos de diferentes romances, contos ou poemas. São livros abertos nas ruas do Rio.

“Convidamos pessoas que gostam de ler e pedimos que escolham cerca de 10 páginas de algum livro e destaquem os trechos que tenham um significado para elas. Então, montamos os painéis com, no mínimo, 70 páginas de diferentes títulos”, conta Leonardo Villa-Forte, idealizador do projeto junto com Rodrigo Lopes. “Nós fazemos uma curadoria do material. Preferimos colocar mais livros menos conhecidos do que best-sellers.”

O processo é manual: separar os livros, tirar as cópias, marcar o texto e depois colocar tudo no painel. O objetivo é abandonar as telas e resgatar as páginas, além de destacar as palavras na imponência das imagens. Uma inovação e ruptura tanto para o enunciador quando para o receptor: não se sabe quem irá pausar seu percurso para ler pelas paredes, quem será fisgado pelas palavras fluorescentes e seus significados.

Além das ações espontâneas feitas com amigos e conhecidos, a dupla realiza oficinas e  eventos em livrarias, por exemplo. No próximo domingo, 19, durante o Festival Arte Leblon, será produzido mais um mural em tapumes da Praça Antero de Quental. No dia 28, das 19h às 22h, tem Paginário e a banda Emaranhado no terraço do Imperator, no Méier. “A pessoas podem levar de um a cinco livros preferidos seus, e faremos as cópias lá”, convida Leonardo.

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Fotos: Tiago Petrik

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