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De Cidade Maravilhosa a Cidade Luz

Fotos: Tiago Petrik e Ierê Ferreira/Divulgação
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Texto: Tiago Petrik

De amanhã (1º/4) ao dia 30, a Cidade Maravilhosa pega emprestado de Paris o título de Cidade Luz. É que nesse período acontece a terceira edição do Rio Mapping Festival, maior evento de videomapping da América Latina. “Já me arrisco a dizer que seja o maior do mundo”, diz Paulinho Sacramento, cineasta e organizador da festa.

“Não se trata apenas de projetar em fachadas, mas de despertar essa ideia em quem tá a fim de aprender. Tem oficina à beça durante o festival, voltadas tanto pra molecada como também pra quem já conhece do assunto”, explica. “Obviamente que não é por causa de uma oficina que o cara vai sair um expert, porque tem que estudar todo dia, mas já tivemos bons resultados da galera que chegou”. Cerca de 300 pessoas conseguiram vaga. Quase 200 pessoas se inscreveram tarde demais e ficaram de fora, o que mostra a demanda pelo tema – um estilo ainda mais efêmero de arte urbana.

Mais uma vez, o evento se espalha por vários locais da cidade: Ilha do Governador, Morro da Providência, Del Castilho, Quintino, Real Gabinete Português de Leitura (perto da Praça Tiradentes), Câmara Municipal (Cinelândia) e Praça Mauá (o maior de todos os murais, ocupando 13 andares do edifício do extinto jornal A Noite). Nos Jogos Olímpicos, essa mesma tela havia sido utilizada, com sucesso, também sob o comando de Paulinho. Uma das fotos que ilustram esta matéria foi feita lá, ontem, num teste de luz.

Depois do Rio, o festival faz as malas e segue viagem para participar de eventos em Lima, Berlim, Lyon e Nova York, espalhando suas projeções mundo afora.

Pra quem prefere ver por aqui mesmo, Paulinho listou três eventos imperdíveis ao longo do mês:

1 – Projeção na Câmara, dia 20/4. ˜Faço parte do coletivo BPM (Brízio, Paulinho e Malaquias, ou Batimentos por minuto), que vai fazer a projeção. Mas também vai rolar a festa Disritmia˜.

2 – Projeção no Real Gabinete. “É onde acontecem as projeções dos projetos inscritos, que passaram por uma curadoria. Este ano, tem gente da Holanda, da Itália, da França e da Espanha, entre outros, mas quase 50% são cariocas. Na última edição tivemos um público de 10 mil pessoas assistindo”.

3 – Conhecer o NAU (Núcleo de Ativação Urbana, na Gamboa). “Vai ter uma exposição chamada 365 x 3, mostrando tudo o que foi projeto nos três anos de festival. Lá acontecem as oficinas e todo santo dia, de terça a sexta, vai ter happy hour, com o resultado das oficinas nas paredes do galpão˜.

Nos vemos por lá, a qualquer momento.

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