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RIOetc entrevista Carol e Leo, da aLagarta

Fotos: Wendy Andrade
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Texto: RIOetc

@alagarta

Lembra da revista digital aLagarta? Nós falamos sobre ela em uma conversa com a Carol aqui. Na época, eles estavam lançando a campanha do Catarse pra transformar a edição Solitude em uma revista impressa também. Hoje, mais de um ano depois, encontramos a Carol e o Leo pra falar sobre a Plenitude, mais nova edição da revista que será lançada amanhã (12) na MALHA. São sete editoriais, todos sobre esse tema e, tirando o editorial assinado pelo Leo, todos fotografados por mulheres. Amanhã a revista já estará disponível pra compra (R$15) pelo site e, além disso, ainda rola uma exposição com uma foto de cada editorial.

Desde quando vocês estão produzindo Plenitude?

Leo: A gente ia fazer um trio, Solitude, alguma coisa e Plenitude. Porque Plenitude foi votado pela equipe como um tema interessante. Mas a gente acabou nunca chegando em uma terceira, pra trilogia, então virou uma dupla.

Carol:O nome Plenitude a gente já têm há mais de um ano, porque sempre pensamos em fazer casadinho com Solitude. Foi desde que a gente mudou todo o projeto gráfico, que começou com Solitude. Nós já sabíamos então que esse seria o próximo, deixamos guardado, desenvolvemos Solitude e o que é mais legal é que houve uma continuidade, um tema levou pro outro. Até as pessoas da equipe sentiram e desenvolveram isso.

Qual foi o primeiro editorial de Plenitude?

Carol: O primeiro na verdade foi um retrato que eu queria fazer de uma atriz. O Leo foi comigo e, fotografando juntos, o negócio começou a crescer, a ficar bonito, bem lagártica e quando vimos já tinha cara de editorial da aLagarta.

Leo: Rolou uma produção bonita com umas flores que ela levou e quando vimos era um editorial de Plenitude e começamos a fazer a edição. Isso em janeiro ou fevereiro desse ano.

Carol: A gente geralmente fica uns três meses desenvolvendo uma edição, até mais. Às vezes fotografamos um editorial e pensamos que ele é mais pra próxima edição e não pra que estamos desenvolvendo.

Como foi a participação dos colaboradores nessa edição?

Carol: Nessa edição tem uma coisa interessante, porque tivemos muito mais colaboradores do que gente fixa na equipe. A nossa equipe é fixa, sempre são as mesmas pessoas que a gente chama, mas às vezes uma ou outra não pode participar e dessa vez aconteceu isso. E a gente abriu muito na internet, divulgamos muito pra colaborações e veio muita gente nova. Tem gente que nunca vimos pessoalmente, fotógrafas mandando trabalhos lindos e pela primeira vez. Também temos novos colaboradores de texto, porque sempre fomos abertos, mas dessa vez divulgamos mesmo, com post patrocinado no Facebook, pra captar. Então fazemos uma triagem: as ideias que mais encantaram e tinham mais a ver com o tema, nós chamamos as pessoas pra perto e assim elas começaram a desenvolver seus trabalhos.

A revista continua sendo digital e agora é paga, certo? 

Leo: Vai ter um preview dela pra galera ver antes de comprar. Ela continua sendo digital e agora é paga. As últimas revistas foram caras de investimento  e agora que isso deu pra gente uma vitrine, colhemos frutos disso.

Carol: A gente fez isso com Solitude e agora Plenitude será paga também e a pessoa baixa o pdf em alta. Foi uma forma que encontramos de manter o projeto girando, a gente é independente, sempre sai tudo do nosso bolso. Nos últimos tempos não tanto, mas viajávamos muito, investimos em produção. E começamos a perceber que tem muita gente que baixa e olha aLagarta com olho de pesquisa, pra buscar referência. É uma forma de valorizar.

Algo mudou internamente durante a produção dessa edição? 

Leo: Eu sempre vivo muito os temas, meio que mergulho no universo que está sendo proposto pela revista pra levar aquilo pra contação de história, a ordem das coisas. A gente lê muita coisa e começa a ver coisas em comum e descobrir outras que você também pensa e sente. A gente faz uma página de planejamento na internet. Colocamos um texto de abertura e referência pra dar um start. Com referências visuais, frases pra galera começar a absorver e depois tudo rola por e-mail.

Carol: Esse tema teve uma coisa muito particular e interessante na minha percepção. Quando eu fui ler os textos dos colaboradores, parecia que eles estavam conversando muito entre si. Um texto complementava o outro e tinham percepções muito parecidas sem nunca ninguém ter nem se falado. Temos gente de SP, do Sul, de fora do Brasil. As pessoas encararam o tema Plenitude de uma forma muito complementar. Parece que eles acessaram um outro plano, se encontraram, tomaram uma cerveja e conversaram. (risos)

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