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RIOetc entrevista Acasa

Fotos: Tiago Petrik
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Texto: Vivian Melchior

Foi em uma casa cheia de vida e afeto, no bairro de Santa Teresa, que encontramos com o pessoal d’Acasa. Não é a toa que resolveram batizar o nome do grupo com sinônimo de moradia: o interessante é que este conceito permeia, principalmente, o grupo – e não o espaço físico e concreto que simplesmente habitam. Eles são a própria casa em um espirito de coletividade e união.

Começou há um ano a formação dessa nova família, que já abrigou mais ou menos 14 membros ao longo desse período. A ideia é simples: amigos que se juntaram para viver, trocar, criar e aprenderem juntos. Ocuparam uma casa embaixo das árvores, no Cosme Velho. Infelizmente, o endereço sofreu 2 assaltos e algumas reviravoltas para o grupo que, naquele momento, eram 11 no total (Washington, Thiago, Rick, Sol, Micael, Jayant, Avi, Nyate, Sadhana e Conrado). A história foi triste e fez com que alguns moradores perdessem grande parte do material de trabalho. “Não vamos nos abalar: o momento agora é de reconstrução”, conta Nyate. Estão em um momento de transição e que – mais do que nunca – marca a força do coletivo e o poder dessa união que Acasa tem. Criaram a famosa vaquinha coletiva com a intenção de resgatar alguns bens (essenciais) perdidos mas, também, de repensar a comunidade e o papel deles dentro desse espaço do coletivo.

“Pretendemos lidar mais com cursos nessa nova casa e inspirar comunidade. O nosso maior foco é trabalhar as relações, não queremos ser só uma república. Tem uma diferença nesses dois campos”, explicam. O financiamento deles é tudo ou nada, precisam bater a meta até este domingo! “O que foi acontecendo ao longo do processo foram vários amigos que não puderam colaborar com grana mas com outras coisas. Foi muito lindo de ver o que a gente ia recebendo dos amigos pras recompensas da campanha. Tem varias coisas legais: tarot, numerologia, massagem, mapa astral, joias de prata de uma amiga, aulas de stand up…. Acho que isso foi o mais importante, até pra nos motivar a seguir em frente: acreditar que iríamos conseguir uma casa nova”, conta Nyate. Vale a pena perder investir 5 minutinhos do seu dia dando uma olhada em todas as recompensas que eles oferecem: com certeza alguma vai te interessar!

No momento, são 6 morando na casa, agora num antigo castelinho em Santa Teresa, uma ex-pousada: Thiago, Micael, Jayant, Conrado, Nyate e Madhuri. “A gente acaba virando uma rede pra nós mesmos. Esta é a potência do estar junto, construímos algo maior”, conta Thiago. Pensando nisso, criaram – além do financiamento coletivo – o próximo evento  que rola neste sábado. A intenção é juntar ainda mais e proporcionar uma contribuição consciente, pois todo valor arrecadado será revertido para a campanha do crowdfunding.

É tempo de (re)cliclar, (re)fazer, (re)construir, (re)compor. E eles convidam: e aí, vamos juntos?

 

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