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Dudi Baratz, alegria e comemoração

Rio de Janeiro, 03|03|15

[DJ Galalau]

“Ela passou protetor no seu coração/Pra não sofrer de amor, de insolação”, cantava o amigo aniversariante que, entre goles de cerveja artesanal e notas do piano de Arnaldo Baptista, em “Loki?” (1974), foi desafiado a me apresentar alguma novidade.

“Este samba-rock é “Fator 30″, do Dudi. Ele tá chegando aí daqui a pouco…”

Assim foi meu primeiro contato com Almoxarife (2014), primeiro disco do Dudi Baratz.

“Comecei assinando Baratz com este trabalho. Sempre foi Dudi Goldemberg, com “m” mesmo, acho que o escrivão resolveu seguir certinho a gramática da língua portuguesa…” – se diverte Dudi, que emenda com as lembranças da cena carioca após o primeiro Rock in Rio, em 1985.

“Eu sempre gostei de compor, mas preferi trabalhar como músico, tocando guitarra e violão. No início, tive uma banda com o Momo (vocalista do Monobloco) chamada Espaço Amostral, ainda nos tempos de escola, toquei com o Joe Eutanásia (dos hits 80s “Me Leva Pra Casa” e “Brigitte Bardort” ) e a Swing Suga, na época da Unirio, onde arriscava na percussão. Isto me lembra também as rodas de samba do Sobrenatural, em Santa Teresa, acompanhando o Galotti (Candongueiro, Emporium e Trapiche Gamboa) no pandeiro. Foi aquela época pré-ressurgimento da Lapa com Teresa Cristina e Grupo Semente. Mas trabalhei também com o Rabo de Lagartixa, Nina Becker, Aleh Ferreira, As Chicas…”.

Mas por que um disco autoral tanto tempo depois?

“Eu sempre gostei de compor, e minhas inspirações vêm mais da literatura do que da música. Meus autores preferidos são Stefan Zweig, Mario Vargas Llosa e Saramago. Ultimamente pesquiso pouco, não sei o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Mas parece que a nova geração prefere blocos de carnaval a montar uma banda. Isso não é uma crítica, mas um fato. Eu adoro o carnaval, participei do Concurso de Marchinhas da Fundição Progresso e, este ano, cantei no bloco Pede Passagem, que fez uma homenagem ao Paulinho da Viola citando várias das suas composições”.

Homenagem que ele estende à pernambucana Karina Buhr, a “força da natureza” da faixa “Preto Vermelho Amarelo”, que abre o disco “Almoxarife”. “No palco, a Karina é um absurdo, lembro do impacto que o show dela me causou. E a história “do preto, vermelho, amarelo” é porque ela é neta de alemães, o cabelo ruivo e aquele maiô prateado que ela costumava usar nos shows… No refrão cito “Eu Menti Pra Você” da própria Karina”.

Comento sobre as composições do disco que sempre se referem, direta ou indiretamente, a alguma mulher, como o ska de “A Praia” e o tango “Saída”.

“Sério?! Curioso que estas músicas têm influências distintas. “A Praia” é uma referência direta do jeitão do Rodrigo Amarante de cantar, na época do Los Hermanos, na minha opinião a última banda rock do Rio. Já “Saída” é pura dor de cotovelo que acompanhou o processo do filme “Vou Rifar Meu Coração”, dirigido pela Ana Rieper, com quem fui casado”.

E por que o nome Almoxarife?

“Eu sou servidor federal mas antes trabalhei poucos meses no almoxarifado do TRE. Era responsável por receber desde tijolo e caneta a documentos, e enquanto isto compunha. A minha ideia sempre foi ter um emprego com salário razoável e fazer o que quisesse da música sem precisar ser escravo dela, e continuo tocando com amigos, fazendo gigs e shows. Adoraria estar vivendo somente da música, mas confesso que nunca tive muito talento pra ficar sob os holofotes, gosto de ter controle sobre minha vida, meu tempo, minhas composições. Sempre fui muito aterrado e nunca saí do Rio de Janeiro. Talvez hoje, se não tivesse filhos, estaria solto no mundo”.

E Baratz faz jus às raízes. Almoxarife, que contou com a ajuda de amigos e músicos como Carlos Malta, Henrique Band, Jovi Joviniano, Marcelo Vig, Pitito e Rodrigo Campello (Ministereo), tem um clima ensolarado como no samba “Alegria” e o reggae “Ela Não Escolhe”, uma ode à mulher carioca, moderna e independente..

“Sou fissurado pelas mulheres, são a razão do viver, no fundo tudo que a gente faz é em função delas. Sou de fato um romântico”.

Baratz volta ao Godofredo, em Botafogo, abril, reverenciando à beleza e o caos da cidade descritos em “Bala Perdida” que passeia pelo Corcovado, Aterro do Flamengo, Arpoador, Maracanã, Portela e o tradicional restaurante Capela, na Lapa. E a nova rádio RIOetc também faz sua homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro. Dá um play aí do lado e curta toda a nossa carioquice!

Fotos: Tiago Petrik

Juntaram as trouxas

Rio de Janeiro, 03|03|15

Lorena Simões e Eduardo Barbosa estão vivendo um grande momento. Depois de namorarem por dois anos com a ponte aérea em suas vidas, Lorena voltou e agora eles juntaram suas trouxas e estão morando juntos.

“Trocamos uns olhares numa festa e eu fui falar com ele – mas ele jura que foi ele quem veio falar – depois eu pedi o telefone dele – essa parte ele admite que fui eu mesma.”

Estavam despretensiosamente passeando em um domingo no parque para celebrar o amor! E foi nesse cenário que a gente esbarrou com os sorrisos e troca de olhares entre os dois. Registramos o momento e como presente oferecemos esse post para parabenizar os pombinhos pela casa nova!

Fotos: Bruno Machado

Black Retrô: modos de usar

Rio de Janeiro, 03|03|15

A Farm vasculhou por aqui e encontrou meninas cheias de bossa; então as convidou para compor looks com as peças da nova coleção da marca, a Black Retrô. A ideia era fazer uma brincadeira com o próprio guarda-roupa, trazendo peças do acervo pessoal e misturando com toda a magia da coleção inspirada na África.

Cada menina deu seu toque pessoal e registramos essa diversidade pra mostrar que você também pode. ; )

Dá play nas setinhas pra espiar toda a criatividade de Adriana Carvalho, Ana Luiza Nigri, Vanessa Solidade, Juliana Lattuca, Marcela Vasconcellos, Viviane Giaquinta, Giulia Novis e Gabi Monteiro.

Fotos: Tiago Petrik e Juliana Rocha