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OSGEMEOS em seu bunker carioca

Rio de Janeiro, 30|01|15

[Bruna Velon]

“É triste ver um país tão rico em cultura e onde pouco se preserva¨, define Otávio Pandolfo. Preservação foi uma das palavras mais usadas por ele e seu comparsa Gustavo – nascidos da mesma mãe, no mesmo dia e quase no mesmo horário – nesta entrevista. Trata-se de uma preocupação recorrente nos trabalhos deles, os nomes (com mesmo sobrenome) com maior projeção na arte urbana brasileira. São OSGEMEOS, que já protagonizaram desavenças com as prefeituras do Rio de Janeiro e São Paulo, que apagaram diversas de suas pinturas. Mas, amanhã, 31, no Museu Casa do Pontal, eles inauguram “O Bunker”, a primeira obra permanente na cidade (e, no momento, a única) que agora entra na lista, junto com Tókio (Japão), Sittard (Holanda), Santurce (Porto Rico), Londres (Reino Unido) e São Paulo, claro, das metrópoles que, sim: estão preservando suas artes.

“O bunker alerta para a preservação de nossa cultura, que está por toda parte e precisa de nossa atenção. Faz refletir sobre a proposta do museu e seu momento. Funciona como um templo protetor, que reivindica, questiona e alerta. Procuramos despertar questionamentos através do imaginário e alertar sobre a preservação do nosso patrimônio histórico e cultural. É a oportunidade perfeita para falar desse assunto e para a realização dessa obra”, definem os irmãos.

Integrar a arte contemporânea com a arte popular era o mote do projeto, já que a Casa do Pontal reúne mais de 8 mil obras de 200 artistas de todas as partes do Brasil – o maior acervo do gênero no país. Para OSGEMEOS, que começaram no diálogo entre os grafites e as ruas, o intercâmbio entre linguagens, estéticas e culturas é primordial, assim como manter a salvo a arte popular – livre, lúdica e espontânea.

“Uma das características da arte urbana é a improvisação e encontramos esse elemento muito forte na arte popular brasileira. Outro grande fator é a necessidade de marcar uma imagem. Na arte urbana, há uma preocupação muito forte em ter seu próprio estilo, algo que te identifique. Na arte popular, isso já aparece de um modo mais natural, despretensioso, criando uma identidade única. Mas, no caso da instalação, a principal conexão se dá entre a arte contemporânea e a arte popular. Agora, passando por cima de rótulos e denominações, a arte em geral tem esse papel, de fundir, transformar, modificar, perder o medo. Quando se está preso a rótulos, isso fica mais difícil”, explica o duo.

Entre os artistas que admiram, citam Ernesto Neto, Athos Bulcão (em cartaz na CAIXA Cultural), Jorge Selarón, Bispo do Rosário, Stile, Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Cildo Meireles, entre outros. “No Rio, já fizemos algumas parcerias, não só na arte contemporânea, como também no grafite e na música. Achamos importante que exista essa abertura, trabalhar com outros artistas e poder dividir isso com as pessoas”.

Quem quiser ver criadores e criatura, amanhã acontece a abertura no Museu Casa do Pontal, no Recreio. As atividades começam às 15h, com um bate-papo com os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, mediado por Paulo Portela e Angela Mascelani, curadora do museu. Logo depois, a instalação será inaugurada oficialmente e, para encerrar, o cantor e compositor Siba vai se apresentar, a partir das 17h. A instalação ficará nos jardins do museu e a visitação é gratuita, mas para conferir a exposição permanente, a entrada custa R$10 e estudantes e idosos pagam meia.

De terça a sexta-feira, das 9h30min às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h30min às 18h.

Estrada do Pontal, 3.295, no Recreio dos Bandeirantes.

 

Tico tico lá

Rio de Janeiro, 30|01|15

Fotos: Bruno Machado

Onze entre dez atarefados só pensam em férias, feriados e… Todo o tempo livre que a Fernanda Prestes tem de sobra agora em janeiro. A jornalista acabou de se formar e já emendou na pós em Jornalismo Cultural oferecida pela UERJ. Lá, os alunos passeiam por matérias sobre música, arte, literatura e tudo que ajude a entender (e explicar) o universo artístico.

As aulas só começam em março. Até lá, ela promete produzir suas fantasias de carnaval – repaginadas do último, como essa Carmem Miranda caprichada – e se refrescar sempre que der nas águas cristalinas do mar carioca. <3

 

#carnagarimppo

Rio de Janeiro, 30|01|15

Carolina Mazza (já clicada aqui, aqui e aqui) adiantou para a gente: o #carnagarimppo está bombando! A Garimppo (marca da qual ela é sócia) foi além das fantasias vendidas nas lojas e decidiu dar um tchibum na piscina em uma superfesta que vai rolar no dia 21 de fevereiro – dá uma olhada no evento aqui! Uma pool party com tudo que tem direito: DJs, concurso de fantasias, brincadeiras e ações!

Para Carol (que é apaixonada por Carnaval) e para a Garimppo, a folia vai de fevereiro a fevereiro, por isso não resistiram em iniciar esse projeto na data mais alegre do ano e com um editorial especial, numa temática bem humorada e brincando com personagens que as meninas se identificam.

Já o Carnaval da Carol, é nos blocos Me Beija que eu sou Cineasta, A Rocha, e nesse ano ela aposta no Segura no meu Pau de Selfie e balança, “Adoro essa zoação!”.

 Fotos: Bruno Machado