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De NY para o Rio

Rio de Janeiro, 21|11|14

Encontramos a atriz Lívia de Bueno no show do Metronomy, lembra dela de cabelão? Depois da temporada em NY fazendo a peça “Dhrama: o incrível diálogo entre Krishna e Arjuna”, ela voltou pro Rio. Para a peça ela manteve o cabelo azul durante meses, aí os fios não aguentaram e ela cortou! Adoramos!

Agora a idéia é trazer a peça do João Falcão pro Rio, produzida por ela e pelo namorado Luca de Bianchi, sucesso de crítica em NY, a estréia tá prevista pro segundo semestre de 2015 em terras tupiniquins! Aguardamos ansiosamente!

Fotos: Juliana Rocha

Sintonizando novas frequências

Rio de Janeiro, 21|11|14

[DJ Galalau]

O verão está chegando e dezembro já começa quente. Então prepare-se para refrescar os ouvidos mergulhando nas experiências sonoras do Festival Novas Frequências, que, a partir do dia 1º de dezembro, vai novamente redimensionar as fronteiras musicais do Rio de Janeiro. Em sua quarta edição, o festival, comparado ao ano anterior, passa a ocupar mais que o dobro de espaços com shows, festas, workshops e mesas de debates no Oi Futuro Ipanema, Casa Daros, Audio Rebel, Sérgio Porto, Parque Lage, POP, La Paz e Reduto. Para saber das novidades e os highlights do festival, que em 2013 foi agraciado com o Prêmio Noite Rio como Melhor Festival até 5 mil pessoas, fui tomar um cafezinho com os idealizadores do Novas Frequências, a produtora Tathiana Lopes, da Cardápio de Ideias, e o curador musical Chico Dub.

Bom dia. Imagino que vocês estejam num momento frenético de produção com o festival pra começar e contando com artistas e músicos de diferentes partes do mundo…

[Tathiana] É verdade, o festival cresceu muito este ano e, ao mesmo tempo, já estamos formatando a edição de 2015 que terá um caráter especial de aniversário, já que completaremos cinco anos.

[Chico] A gente arriscou um pouco tornando o festival maior, porém, nesta edição, contamos também com mais parceiros e o sempre fortíssimo apoio da Oi e Oi Futuro, que nos respaldam desde a primeira edição.

[Tathiana] Nós percebemos que no Rio de Janeiro há pessoas sedentas por ouvir coisas novas. Temos um público muito fiel que vai ao Novas Frequências desde o primeiro ano, em todos os shows e debates conseguimos identificar as mesmas caras, e isto é muito gratificante.

[Chico] Acho que é uma questão geracional de um público que está se descobrindo musicalmente. A minha geração, por exemplo, é muito mais “xiita”, ainda nos prendemos às fronteiras e estilos musicais como sempre foram catalogados e não temos o costume de dar espaço para outras coisas. A nova geração, ao contrário, é muito mais aberta a novidades e navega por diferentes frequências musicais sem ver problema nisto. E uma característica do público do Novas Frequências, diferente do europeu, é ser bem jovem. Isto é excelente porque estas pessoas poderão acompanhar o crescimento e amadurecimento do festival ao longo dos anos, sedimentando e fortalecendo este mercado.

E como é possível definir o festival, qual a principal característica que o diferencia dos demais?

[Chico] Me lembro que, no início, muitos jornalistas se equivocavam por categorizar o Novas Frequências como um festival de música eletrônica. Mas esta associação acontece, simplesmente, por conta da liberdade de experimentação sonora que é facilitada pela utilização de softwares e periféricos eletrônicos. Mas, em resumo, o Novas Frequências é um festival de música avançada e exploratória que se aproxima muito mais da arte contemporânea do que do mercado de entretenimento. Em toda edição existe uma espécie de recorte, um tema. Em 2014, por exemplo, buscamos músicos que através dos instrumentos ditos convencionais exploram a música e próprio instrumento de uma maneira diferente. O pianista ucraniano Lubomyr Melnyk é o criador da chamada “música contínua”, uma linguagem para piano que estabelece um fluxo contínuo e ininterrupto de som. Outro artista que chama atenção é o norte-americano Bill Orcutt. Antes dele, um violão nunca havia soado tão punky e bluesy ao mesmo tempo!

É meticuloso este processo de curadoria. Como vocês encontram os artistas?

[Chico] Não é mesmo fácil. No Brasil, há outros agentes e produtores que fazem ações pontuais, trocando experiências e contribuindo para o mercado crescer. Nós procuramos focar no ineditismo das performances ou na presença de artistas que nunca participaram do Novas Frequências. Para isto, invisto bastante em viagens para vê-los ao vivo, ali no tête-à-tête, além de anúncios em publicações específicas como a The Wire e dos convites que recebemos para conhecer outros festivais pelo mundo.

[Tathiana]  Nós também chegamos num patamar em que os artistas já conhecem o festival e eles mesmos enviam os projetos se candidatando para vir ao Brasil. E como o Novas Frequências é um festival relativamente longo, fazemos com que os artistas fiquem mais tempo na cidade, o que acaba gerando muita troca de informação e também curtição entre eles e os trabalhos que são apresentados aqui.

Quais atrações desta edição vocês destacariam?

[Chico] O Aki Onda é um músico, compositor e artista visual japonês conhecido pela série Cassette Memories que vai ficar mais tempo na cidade. Ele percorrerá locais como o Saara, Arpoador, Floresta da Tijuca e as obras na região portuária gravando sons num walkman de fita K7, os chamados “field recordings”, que depois são manipulados fisicamente na sua performance, reconstruindo os sons do cotidiano da cidade. O britânico Philip Jeck pesquisa discos de vinil vendidos em sebos ou por ambulantes, fazendo assim uma pesquisa da música local. A partir daí, ele consegue extrair sons destes discos utilizando tocadores que ele mesmo customiza e gerando uma arte sonora performática.

[Tathiana] – A Vivian Caccuri, que é de São Paulo mas mora no Rio, vai realizar a “caminhada silenciosa”, uma performance para um grupo de quinze a vinte pessoas na forma de um itinerário urbano. O trajeto foi pensado exclusivamente para o Novas Frequências e terá oito horas de duração, sendo feito sob voto total de silêncio. Durante este tempo, o grupo percorrerá um circuito inédito em torno dos bairros do Humaitá e Botafogo e que conta com uma grande surpresa no fim do trajeto.

Pegando este gancho da caminhada pela cidade, vocês conseguiriam dizer se há uma sonoridade mais característica do Rio de Janeiro?

[Chico] Acho que o carioca ainda não descobriu este som porque nós que vivemos aqui estamos muito conectados ao sentido do que se vê, a imagem da cidade com toda sua beleza e exuberância ainda é muito atrativa. A gente não sabe se desconectar para ouvir ainda mais com tanto caos no trânsito, buzinas e fones trazendo sempre música para os ouvidos.

[Tathiana] O Novas Frequências é um festival para pessoas curiosas que vão de ouvido e peito abertos para o novo, sem preconceito, e que acabam por se deparar com um universo de possibilidades. Até mesmo as atrações festivas são muito diferentes, com uma interação louca e curiosa do público. Toda cidade tem seu próprio som, mas o Rio ainda não descobriu o seu. Acho que performances como da Vivian e do Aki Onda são oportunidades inéditas para explorar esta sonoridade que, com certeza, é particular e única.

Fotos: Tiago Petrik

Finge que é casal

Rio de Janeiro, 21|11|14

A Thainá Auni e o David Ferola, esse casal fofo da foto foram se lambuzar de gourmezices na Feira Planetária da Gávea. É que a irmã do David, melhor amiga da Thainá é a responsável pela Tapí, que estacionou seu truck de tapiocas gourmets por lá.
A história de amor dos dois é longa. Esbarravam-se sempre na casa dele, cada vez que ela ia visitar a amiga. Até que um dia os dois participaram de um editorial juntos, no estilo “finge que é casal”, aí a paixão baixou de vez e nunca mais se separaram. Ele além de apaixonado por ela, é apaixonado por música: “aquela música do Chico Buarque, deixa a menina, é a cara dela!”. Ela apaixonada por ele, mostra a tatoo que ela mesmo desenhou, esse coração, cheio de flores, inspiração não falta né?

Fotos: Bruno Machado